2016: Bem vindo!






Dois mil e quinze. Fiz questão de escrever por estêncil mesmo, pois foi um ano completamente inexplicável. Completamente estranho. Diferente, vazio, cheio, esquisito, maldoso, bondoso e tudo em uma coisa só. 

Pessoas se foram em 2015. Pessoas reapareceram, tomaram seus devidos lugares. Pessoas voltaram. Outras, arrancaram as máscaras de forma bruta, e outras, se esconderam atrás de sua maquiagem o maior tempo que puderam. 

Eu caí em 2015. Eu chorei em 2015. Eu tive dor no peito em 2015. Eu tive início de depressão em 2015. Eu descobri, correndo atrás de adrenalina, que talvez eu não morresse de monotonia. Eu chorei na chuva. Eu me senti sozinha por diversas vezes. Eu fiquei doente mais de seis vezes. Eu tirei a aliança de cinco anos do meu dedo. Eu quis fugir. Eu quis bater em alguém de tanta fúria. Eu me decepcionei. Eu chorei sangue. Eu desacreditei do mundo. "Mas ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, eu não temeria, pois sei que Deus está comigo" (Salmo 91) foi o que mais marcou o ano.

Em 2015, o blog cresceu. Eu ganhei um emprego no Google. Eu comprei minha primeira câmera profissional. Eu aprendi duas novas profissões. Eu doei meu cabelo ao Hospital do Câncer. Eu li Crepúsculo ao contrário. Eu corri na chuva. Eu senti o vento batendo forte no meu rosto. Eu perdi o medo de viver, e aprendi a ter medo de não viver. Eu ganhei uma nova aliança, mais forte, mais brilhante e de outra cor. Eu me permiti ouvir músicas novas, ver filmes novos e conhecer gente nova. Eu repaginei minha vida. Eu acreditei de novo. Eu cresci.

Com esse pensamento, eu recebo 2016 de braços abertos. Novas oportunidades, novas ideias, novas situações, novas alegrias, novos ares e novos olhares. Afinal, por que não me dar a chance de ser feliz, se ela está bem debaixo do meu nariz? Bem vindo, 2016!


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