Intercâmbio: Por onde eu começo?


Eu não tinha nem 6 anos quando eu ouvi falar nessa tal história de "intercâmbio". Ir morar na casa de alguém que você não conhece, em um país desconhecido, com língua e cultura diferentes, na época, não entrava na minha cabeça. Parecia uma grande brincadeira (também, pra uma criança de 6 anos, custa entender que existem fronteiras, que elas são enormes, etc). Descobri esse negócio estranho através da minha prima (que por uma leve coincidência do destino, passou a ser minha cunhada, mãe da minha sobrinha e praticamente minha irmã), que na época tinha 17 anos. Ela foi fazer um intercâmbio nos Estados Unidos pra adquirir fluência no idioma. Ela largou todo mundo aqui por um ano pra correr atrás do que queria.

Quando ela voltou, só dizia amores de lá. Ela morou com uma família fantástica, que a tratou realmente como uma filha. Tanto que eles ainda tem contato até hoje, quase 14 anos depois! Teve experiências incríveis, se formou no high school, fez amizades que tem certeza que vai levar pela vida toda, trouxe toneladas de fotos e memórias na mala... E me inspirou!

Com 9 anos, pedi pra minha mãe abrir uma poupança pra começar a "guardar meu dinheiro". E assim minha mãe fez! Com 15, troquei a minha festa de debutante pra poder poupar o dinheiro para fazer o intercâmbio. E cada dia mais, meu coração sabia que queria isso. 
Com 16, surgiu a minha primeira oportunidade pra viajar pro Exterior... Não era pra fazer intercâmbio, mas sim pra fazer um mochilão para a Europa. Mas no final deu tudo errado, e eu não fui. Com 17, comecei a pesquisar mais sobre um intercâmbio e suas durações, o que fazer, como escolher, etc. E só agora, com 19, é que eu embarco nessa aventura. Mas esse já é assunto pra um novo post!

Se você quer fazer um intercâmbio, e já tem certeza disso, comece a pensar nas opções. Faça perguntas a si mesmo, e pense muito bem. Qual seu país dos sonhos? Você conseguiria ficar um ano, ou seis meses longe da sua família? Você quer passear, ou quer literalmente mergulhar em outra cultura? Duas semanas fora já é suficiente pra você? Sua coragem consegue superar tudo isso? Você é apegado em seus pais? 

Escolha a cidade ou o país – Feche os olhos. Pense em seu país favorito. Você quer conhecer Londres, Melbourne ou Nova York? Você consegue se ver em um país 23 horas à frente do seu? Se você sonha em conhecer um lugar específico, se jogue nele! Agora se o seu foco é só o idioma, vale ressaltar que se você deve decidir um país que seja coerente com o seu objetivo. Não adianta amar a França, mas querer aprender inglês por lá, né?


Escolha uma agência de confiança - Muita gente não sabe que esse é o segundo passo. Existem agências e agências... Umas melhores, outras maiores. Pesquise o feedback de ex-alunos que foram fazer intercâmbio através de agências, e vá visitar as filiais, sem compromisso. Uma dica? Não feche com a primeira. Ás vezes, uma agência tem um programa especial para determinado país, e a outra não tem. Adeque a agência ao seu sonho, e não o seu sonho à agência.


Escolha o programa – São diversas opções de programas! High School, curso de idiomas, programa de férias, cursos profissionalizantes, work&travel, voluntariado, Au Pair, etc. Agora que você já definiu o lugar, defina seu objetivo por lá. Pra mim, é mais importante escolher primeiro o país, e depois o programa, pois tem países, por exemplo, que não permitem o programa de Au Pair. Pense agora: Você quer passar horas estudando um idioma intensivo, ou só quer passear? E assim, analise todos os programas disponíveis através da agência. Esse é o terceiro passo para continuar planejando seu sonho.

Escolha o tipo de acomodação – Nem todo mundo tem grana pra bancar uma acomodação em residência estudantil durante 6 meses. E às vezes, nem todo mundo quer ir para casas de família, pois lá tem regras, e você literalmente vai viver como um nativo, com seus direitos e obrigações. As casas de família são normalmente mais indicadas para quem pretende mergulhar na cultura local. Pra quem realmente está indo para engolir tudo o que tiverem para te ensinar. Já as residências estudantis são uma opção perfeita pra quem quer viver com estudantes de diversas culturas, ter mais independência, e participar de umas "festinhas". E tem também as opções mais "turista". Hotéis, para quem tem quer mais individualidade e comodidade, e hostels, também conhecidos como albergues, pra quem não liga em dividir um quarto com 8 pessoas desconhecidas.  


Um intercâmbio exige força e coragem. Você sabe que vai sentir falta da família, dos amigos, do seu cachorro, do seu quarto e principalmente do seu namorado, de paçoca e até do bom e velho açaí. Mas se é seu sonho, vale a pena correr atrás! Afinal, a vida é feita de sonhos!



"Cada sonho que você deixa pra trás, é um pedaço do seu futuro que deixa de existir" - Steve Jobs



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